  |
|
|
Rua Teodoro Demonte Nº 360
Sala 11, São Manoel
São José do Rio Preto
São Paulo
Telefones:
(17) 3227-8549
(17) 3227-3188 |
 |
| Parceiro Belo Horizonte |
 |
| Parceiro Rio de Janeiro |
 |
| Parceiro Porto Alegre |
|
|
 |
Notícias
|
 |
|
 |
 |
Novo consumidor estimula adaptação dos supermercados |
|
 |
| |
Fonte: Revista Época Negócios
|
|
| |
Os consumidores mudaram e os supermercados precisam se adaptar às mudanças para manter o crescimento das vendas. Esta é uma das conclusões do estudo Retratos do Varejo, apresentado nesta segunda-feira pela Apas, a Associação Paulista de Supermercados.
A pesquisa, realizada pelas empresas Nielsen, Kantar Worldpanel e GfK, mostra que com o crescente uso de redes sociais, o consumidor ganhou mais armas para dar opiniões e fazer reclamações. “O boca a boca ganhou força com as redes sociais e ferramentas virtuais e os supermercados precisam estar preparados”, diz João Sanzovo Neto, presidente da Apas.
Além das ferramentas digitais, o consumidor tem mudado seus hábitos. A maioria já não usa cheque e dinheiro, faz todas as compras com cartão de crédito e débito. Boa parte também não quer somente preços baixos, quer lojas limpas, rapidez nos caixas e bom atendimento. “Como os canais de compra são mais diversos, a briga pelo consumidor está cada dia mais dura”, diz Sanzovo Neto.
A pesquisa também identificou que os clientes estão mais exigentes. Não basta preços baixos, as lojas precisam oferecer bom atendimento, segurança, sinalização adequada, variedade de meios de pagamento e sortimento de produtos.
A pesquisa apresentada pela Apas mostra que 84% dos lares brasileiros fazem compras em mais de três canais. Os principais são supermercados, varejo tradicional (açougue, padarias, sacolões e mercados), porta a porta, farmácias e atacados. “A diversidade de canais, como lojas de conveniência e farmácias, aumenta a concorrência no setor”, diz Sanzovo Neto. Os números confirmam a maior competitividade. Enquanto a quantidade de lojas subiu 87% de 1995 a 2009, no mesmo período o número de população por loja caiu de 3.728 para 2.509.
O varejo tradicional é o que concentra o maior número visitas mensais, mas não os maiores gastos. São 11,4 compras, com tíquete médio de R$ 4,9. No outro extremo, os supermercados recebem 5 visitas mensais, com tíquete médio de R$ 24,5.
Apesar da maior competitividade e da ameaça de crise econômica, os supermercados tiveram um ótimo ano de 2009. O faturamento do setor chegou a R$ 177 bilhões no ano passado, uma variação real de 6,5% em relação a 2008. O total representa 5,6% do PIB brasileiro. Considerando a participação por estado, São Paulo concentra 19,5% das lojas e 31% do faturamento do setor.
Em parte, esse aumento de faturamento se explica com o aumento dos gastos dos consumidores. De acordo com o levantamento, os consumidores gastaram no ano passado 8% a mais do que em 2008. Enquanto em 2008 o gasto médio anual foi de R$ 1.540, em 2009 o valor foi de R$ 1.663. A renda também cresceu na mesma proporção, de R$ 1.558 em 2008, para R$ 1.686 em 2009. “Podemos dizer que a população chegou a um ponto de equilíbrio entre os ganhos e despesas. Não se iludem mais com a facilidade de crédito”, diz Martinho Paiva Moreira, vice-presidente de Comunicação da Associação Paulista de Supermercados.
A pesquisa também leva em conta o comportamento dos empresários do setor de supermercados. A pesquisa foi feita pela GfK e buscou entender as expectativas dos empresários para 2010. A conclusão é que com a recuperação econômica, os varejistas estão muito otimistas: 74% acreditam que este ano será melhor que o ano de 2009.
As preocupações com a economia do país continuam sendo a elevada carga tributária, a estabilidade econômica e as medidas de restrição de consumo. Em relação à concorrência, os supermercadistas estão muito preocupados com o Atacarejo (lojas atacadistas que vendem direto ao consumidor) e com a guerra de preços entre os estabelecimentos. |
|
|
|
 |
|
 |
| |