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Notícias
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O poder das grandes marcas |
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Fonte: Revista Isto É Dinheiro
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A construção de uma grande marca não acontece da noite para o dia. Trata-se de um trabalho minucioso, que envolve uma série de componentes. A Hyundai do Brasil é um exemplo claro desse fenômeno. Comandada por aqui pelo grupo Caoa, a montadora coreana precisou de apenas dez anos para cumprir o percurso de desconhecida – e mesmo desacreditada em razão de problemas relacionados ao pós-venda – até ser vista como um dos ícones do setor automotivo brasileiro. E isso se refletiu não só nas vendas, que saltaram de 1,5 mil unidades para as 150 mil unidades previstas para este ano, como também na valorização dos pontos de venda.
“Quem investiu R$ 500 mil para montar uma revenda da marca, hoje não passa o negócio adiante por menos de R$ 10 milhões,” garante Annuar Ali, vice-presidente do Grupo Caoa. Esse foi um dos bem-sucedidos exemplos de construção de imagem apresentados durante a premiação das Marcas mais Valiosas do Brasil, estudo realizado em parceria por DINHEIRO e BrandAnalytics/Millward Brown, que aconteceu na sexta-feira 31, na casa de eventos Villa Noah, em São Paulo.
Em sua terceira edição, a pesquisa mostrou que o valor conjunto das 50 marcas analisadas, todas de empresas de capital aberto, quase dobrou para R$ 101,9 bilhões. “Trata-se de um marco histórico”, disse Eduardo Tomiya, diretor-geral da BrandAnalytics. “Esse é um dos pontos favoráveis trazidos pela globalização”, destacou Cristina Pearson, diretora da Millward Brown.
E não há melhor exemplo de globalização do que a Petrobras, a marca mais valiosa do País e a 73ª do mundo, com valor de R$ 19,3 bilhões. Apesar de atuar em um segmento, digamos, pouco glamouroso como o de petróleo, a empresa cuida muito de sua principal vitrine, que é a rede de postos BR. “Temos que criar uma boa relação com os clientes porque abastecer o carro é o momento de menor prazer para quem dirige”, disse Wilson Santarosa, gerente-executivo de comunicação institucional da Petrobras.
A boa reputação e o valor da companhia estão umbilicalmente ligados à valorização da cultura brasileira e aos pesados investimentos em ações sociais e de sustentabilidade. Este último quesito é um dos pilares do sucesso da Natura. Pioneira no uso de insumos da biodiversidade, a empresa desbancou as rivais e se transformou em uma das referências globais do setor. “A Natura é percebida por consumidores e investidores também pelos aspectos intangíveis, como atitude, crenças e os valores que ela defende”, explicou Mônica Gregori, diretora da empresa, durante a premiação.
A pesquisa também revelou que a construção de uma marca de sucesso exige tempo e, sobretudo, dedicação. E esse é o desafio diário da equipe comandada por Priya Patel, diretora de marketing da área de higiene e limpeza da Unilever, cujo portfólio inclui o sabão em pó Omo, eleito pelo segundo ano consecutivo a Marca mais Forte do País.
A pedra de toque dessa estratégia é a inovação. Um bom exemplo disso é o Omo Tanquinho, criado de olho nas donas de casa das classes C e D, que ainda não têm recursos para adquirir uma máquina de lavar. Lançado em março de 2009, o Omo Tanquinho já responde por 4% das vendas de uma marca que possui uma fatia de 51% de mercado. “Estudamos as necessidades de nossas consumidoras. Descobrimos que elas lavavam três tipos de roupas com a mesma água e aí desenvolvemos um produto que fosse mais resistente”, disse Priya. Uma estratégia refletida no sucesso da marca. |
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