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Notícias
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Atividade empreendedora no Brasil |
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Fonte: Pequenas Empresas & Grandes Negócios
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Marcos Hashimoto
Neste mês foi divulgado o relatório Empreendedorismo no Brasil 2009, realizado pelo GEM Consortium (Global Entrepreneurship Monitor), representado no país pelo Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade desde 2001. O estudo, realizado todos os anos em 54 países, traça um raio-X sobre a atividade empreendedora no mundo. A seguir, comento alguns dos resultados divulgados no relatório.
A taxa de atividade empreendedora no Brasil em 2009 foi de 15,3, ou seja, 15,3% dos brasileiros entre 18 e 64 anos estavam envolvidos em atividades empreendedoras em negócios com menos de 42 meses de existência. O aumento com relação ao ano anterior, quando o índice foi de 12%, pode ser explicado pela crise global. Pode parecer estranho e até contraditório, mas existem justificativas para tal fenômeno baseadas no cruzamento de dados do relatório.
Em primeiro lugar, a taxa de desemprego aumentou, estimulando as pessoas a se dedicarem à atividade empreendedora como alternativa ao emprego, uma vez que as oportunidades de recolocação no mercado ficaram restritas nesse período. Muitas empresas foram obrigadas a reduzir seus custos internos e terceirizaram certas atividades que antes eram realizadas por pessoal interno, fazendo com que novas empresas fossem abertas no mercado. Também não é difícil imaginar situações em que o funcionário é dispensado da empresa, mas continua trabalhando lá como consultor autônomo, com CNPJ, engrossando a estatística de novos negócios da pesquisa GEM 2009.
Neste mês foi divulgado o relatório Empreendedorismo no Brasil 2009, realizado pelo GEM Consortium (Global Entrepreneurship Monitor), representado no país pelo Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade desde 2001. O estudo, realizado todos os anos em 54 países, traça um raio-X sobre a atividade empreendedora no mundo. A seguir, comento alguns dos resultados divulgados no relatório.
A taxa de atividade empreendedora no Brasil em 2009 foi de 15,3, ou seja, 15,3% dos brasileiros entre 18 e 64 anos estavam envolvidos em atividades empreendedoras em negócios com menos de 42 meses de existência. O aumento com relação ao ano anterior, quando o índice foi de 12%, pode ser explicado pela crise global. Pode parecer estranho e até contraditório, mas existem justificativas para tal fenômeno baseadas no cruzamento de dados do relatório.
Em primeiro lugar, a taxa de desemprego aumentou, estimulando as pessoas a se dedicarem à atividade empreendedora como alternativa ao emprego, uma vez que as oportunidades de recolocação no mercado ficaram restritas nesse período. Muitas empresas foram obrigadas a reduzir seus custos internos e terceirizaram certas atividades que antes eram realizadas por pessoal interno, fazendo com que novas empresas fossem abertas no mercado. Também não é difícil imaginar situações em que o funcionário é dispensado da empresa, mas continua trabalhando lá como consultor autônomo, com CNPJ, engrossando a estatística de novos negócios da pesquisa GEM 2009.
Exemplos de empreendedores bem sucedidos disseminados pela mídia em geral vêm contribuindo para melhorar a imagem do empreendedor e inspirar mais pessoas a seguir esse caminho. Notamos esse fato mais particularmente no gênero feminino da população. Além do Brasil, apenas na Guatemala e em Toga as mulheres são mais empreendedoras do que os homens. Pela segunda vez desde que a pesquisa começou a ser feita, as mulheres são maioria entre os empreendedores, mas é a primeira vez que elas são a maioria também entre os empreendedores por oportunidade. Isso mostra uma tendência social que merece uma análise mais profunda. Historicamente as mulheres brasileiras empreendem para complementar o orçamento doméstico. Os novos dados mostram que elas estão começando a agir de forma mais pró-ativa e buscando atender aspirações maiores na vida.
Para melhorar a taxa de negócios baseados em inovação (empreendedorismo de alto impacto), é importante a criação de ambientes que propiciem um maior contato entre agências de inovação, institutos de pesquisa, universidades e entidades científicas aos empreendedores e investidores do mercado. Para esse fim, é importante prover maiores incentivos para a entrada de fundos de capital de risco no país, facilitando os processos, reduzindo a burocracia, minimizando o impacto tributário e criando estruturas de apoio. Para reduzir a taxa de descontinuidade de negócios, principalmente aqueles pautados pelos três maiores motivos (negócio não lucrativo, razões pessoais e falta de dinheiro), é importante criar condições para que o empreendedor faça um melhor planejamento prévio de sua ideia de negócio, a fim de minimizar as chances de fracasso, dar orientação, apoio e aprendizado. Também é relevante dar foco ao desempregado, mostrando para ele o significado de empreender e os riscos inerentes à atividade, incomparável com relação ao emprego com carteira assinada. Mesmo diante de uma necessidade, o empreendedor pode identificar oportunidades, basta um pouco de orientação que favoreça sua capacidade de ampliar a visão do negócio.
Quanto à dificuldade de acesso ao capital, ao contrário do que se fala, facilitar a entrada de mais fundos de investimento no país não representa a solução completa. A verdade é que, embora ainda tímido para o momento da economia, o capital de risco está fluindo para o país. Os especialistas concordam com a afirmação de que esses fundos têm muita dificuldade de encontrar boas oportunidades, nos levando a crer que faltam boas ideias que despertem a atenção do capital existente.
Veja, do ponto de vista do investidor, como é difícil conciliar as coisas: · A ideia pode ser boa, mas não foi bem desenvolvida. · A ideia pode ter sido bem desenvolvida, mas não foi bem vendida/apresentada. · A ideia pode ter sido bem apresentada, mas não encontrou o fundo mais adequado para esse tipo de investimento. · A ideia pode ter encontrado o fundo mais adequado, mas o cientista ou inventor por trás da ideia não tem, necessariamente, perfil empreendedor. · A ideia pode estar na mão de um empreendedor, mas o montante requerido não está ao alcance das expectativas do investidor.
A verdade é que existem muitas variáveis a se considerar para estabelecer um bom casamento entre o empreendedor e o investidor, mas basta que uma delas não feche para que o acordo não prossiga. Facilitar esse processo é outra medida necessária para melhorar a qualidade dos empreendimentos no país.
Por fim, para resolver o problema do excesso de informalidade, é preciso implantar controles mais amplos e seguros da atividade das pequenas e médias empresas, coibindo a informalidade através de restrições à atividade comercial e pesadas penalidades que desestimulem a prática. Campanhas de conscientização de empreendedores, contadores e da população em geral também podem ajudar consideravelmente e uma política clara de incentivos fiscais visando fomentar negócios de alto impacto e negócios para outras empresas (business-to-business), um dos segmentos de negócio com maior potencial de oportunidades e menos explorados no país. |
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